Rio de Janeiro

Força-Tarefa prende 18 milicianos durante operação na Região Metropolitana e na Baixada Fluminense

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Agentes da Força-Tarefa da Polícia Civil de combate às milícias deflagraram, nesta quarta-feira (21/07), uma operação para prender bandidos, asfixiar as fontes de renda e interromper comércios e serviços ilegais, que geram grande lucro e são explorados pelas diferentes organizações criminosas que atuam em diversos bairros da capital do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense. A ação foi realizada por delegacias do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e pela equipe da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), com apoio de informações do Disque-Denúncia. No total, 18 pessoas foram presas.

Em uma das ações, a Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) prendeu o chefe da milícia da comunidade do Rodo, em Santa Cruz, na Zona Oeste. Segundo as investigações, ele era homem da confiança dede Wellington da Silva Braga, o “Ecko”, e, mesmo após sua morte, continuava com o domínio territorial da região.

A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) prendeu um homem responsável por vários loteamentos clandestinos em Campo Grande, na Zona Oeste. Dois outros dois corretores da milícia foram presos na ação. Em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, a Draco prendeu um miliciano que atuava no bairro Andrade de Araújo e responde pelos crimes de homicídio qualificado e organização criminosa. Também foi preso um acusado pelos crimes de roubo, estupro e associação criminosa.

A Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter) prendeu um responsável por homicídios e cobranças da organização criminosa em Itaguaí, na Baixada Fluminense. A Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) prendeu um assassino da milícia com várias anotações pelo mesmo crime.

A Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) fecharam depósitos de gás clandestinos explorados pelo miliciano Danilo Dias Lima, o “Tandera”, e provedores ilegais de internet. A Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) estourou locais que comercializavamm produtos piratas e TVs Box. A Delegacia do Consumidor (Decon) e a Delegacia Fazendária (Delfaz) também interditaram estabelecimentos comerciais explorados pela milícia.

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Entre os crimes investigados estão exploração de atividades ilegais controladas pela milícia; cobranças irregulares de taxas de segurança e de moradia; instalações de centrais clandestinas de TV a cabo e de internet (gatonet/gatointernet); armazenamento e comércio irregular de botijões de gás e água; empresas de GNV ilegais; parcelamento irregular de solo urbano; exploração e construções irregulares, areais e outros crimes ambientais; comercialização de produtos falsificados; contrabando; descaminho; transporte alternativo irregular; estabelecimentos comerciais explorados pela milícia e utilizados para lavagem de dinheiro, entre outras ilegalidades.

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